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domingo, 3 de abril de 2011

Precisamos repensar a segurança pública

A questão da segurança pública em Anápolis está chegando ao fundo do poço. Se alguém, integrante da Secretaria Nacional dos Direitos humanos, chegar de surpresa à Delegacia Geral, principalmente à noite, encontrará, sem dúvida nenhuma, pelo menos uma mulher, geralmente usuária de drogas, algemada, sentada à cadeira, passando a noite assim, nessa maneira desumana, aguardando momento de ser deslocada para o presídio de Aparecida de Goiânia. Por certo ficará escandalizada. Não havendo presídio feminino em Anápolis, essa é maneira que são tratadas as detentas. Mas não é só isso. Ai está apenas uma das questões que comprometem o sistema prisional anapolino. Desde o ano passado tem sido debatido o problema, que com R$ 15.000 seria resolvido. Por falta de interesse o assunto não é solucionado, humilhando dezenas de mulheres, geralmente das camadas mais pobres da população, desrespeitando o mais elementar dos direitos da pessoa humana. Presídio que foi construído para abrigar 60 presidiários à disposição da Justiça, na prática abriga mais de 320 presidiários já condenados. Vivem numa situação desumana. Barril de pólvora pronto a explodir a qualquer hora.

O índice de criminalidade, motivado pelo excessivo uso de drogas, principalmente entre os jovens, é cada vez maior. É comum ao andarmos pela cidade encontrar jovens armados, principalmente com facas peixeiras, livremente, sem nenhuma preocupação. A facilidade que encontram para cometer os crimes e deles se livrarem com facilidade, tem servido para o aumento da violência.

Ontem, sábado, dia 2 de abril, a ação dos marginais chegou ao máximo que se pode esperar dos bandidos. Nestor Fernandes de Medeiros, motorista da Rádio Manchester de Anápolis, ao sair da Vila Formosa, onde reside, para pegar a funcionária Renata, da mesma emissora, no Bairro São João, mesma região em que se encontra instalado o Batalhão da Polícia Militar, foi abordado por um cidadão, armado de revolver 38, anunciando ser um assalto:

– Passe os documentos, celular e carteira, rápido! Você é motorista da rádio que critica a gente. Isso é para não falar mais de nós.

Nestor, homem trabalhador, por certo teve todo seu trajeto diário acompanhado pelo bandido que, sozinho, sem veículo, agiu com a certeza da impunidade. O simples assalto já é fato inusitado, por ser praticado contra um motorista cujo carro estampa nas portas da viatura o nome da emissora de rádio. A agressão teve o objetivo de intimidar. Intimidar quem os atrapalha pelo simples fato de noticiar os crimes que cometem. Sabia o assaltante que um motorista de emissora de rádio, de manhã, 6h40, não poderia lhe render bons lucros materiais. O ato teve apenas um motivo: intimidar. O recado foi dado pelo bandido.

Quando até um motorista de emissora de rádio é assaltado à luz do dia, num bairro densamente povoado, bem perto do batalhão que comanda a Polícia Militar, é o fim de tudo. Ou vamos esperar que os bandidos assaltem e prendam integrantes da polícia para reagirmos? Não é só em Goiânia e Entorno de Brasília que a criminalidade cresce. Ela cresce em todo Goiás. É hora de repensar a melhor forma de defender o cidadão goiano. Não se pode esperar mais.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Credibilidade conquistada no dia a dia

Publicado na edição de 29/07/2010 do jornal Diário da Manhã

Em 1986, nos meus primeiros dias como prefeito, decidi construir um novo presídio em Anápolis. A cadeia pública não atendia as necessidades do município. Foram expedidas cartas convite a cinco empresas que prestavam serviço ao governo estadual. Fiquei surpreso quando foram abertas as propostas. A ganhadora dentre as cinco correntes, propunha realizá-la por quase três vezes mais que o seu verdadeiro custo e recursos disponíveis pela prefeitura. O Ministério da Justiça já construíra em outros estados, edificação idêntica à de Anápolis, por dois milhões e quinhentos mil cruzeiros. A firma que vencedora a orçou em seis milhões de cruzeiros.

Não a homologuei, determinando outra licitação. Convidei empresas de Anápolis. O secretário do Planejamento da prefeitura, engenheiro Jader Barbosa, estabeleceu preço máximo e mínimo para a sua execução. A empresa vencedora foi a Emisa, dos jovens engenheiros João Batista Emidio e Amador. Executaram o projeto com acréscimo de itens importantes, como cabines para sentinelas, dentro do orçamento e recursos que dispúnhamos.

Adotando a técnica de preços máximo e mínimo fixados pela secretaria municipal do Planejamento, a Emisa construiu o Mercado do Produtor, feirões cobertos, kartódromo, biblioteca pública, terminal rodoviário urbano, recuperação do asfalto urbano cortado pela implantação da rede de esgoto e uma série de empreendimentos nos setores da saúde e educação realizados pela prefeitura. Aprendi bem cedo que a licitação, por carta convite ou qualquer outra modalidade, não impede que empresários se reúnam, fazendo conchavos que invariavelmente dobram ou até triplicam o valor obra.O recurso é estabelecer valor máximo e mínimo para execução do serviço. Podem fazer o conluio que quiserem que o valor justo será preservado.

Hoje a Emisa que executou serviços para a prefeitura, dentro de excelente padrão de qualidade, competência e honestidade, se consolidou como incorporadora e maior construtora de edifícios verticalizados em Anápolis. Com mais de 400 profissionais e trabalhadores na área da construção civil, só executa empreendimentos particulares. Não tem participado das licitações para obras públicas.

Em seus 33 anos de existência, granjeando a confiança dos anapolinos, a Emisa construiu dezenas de edifícios verticais, quase todos de 20 andares, por todas as regiões da cidade. Tem na Caixa Econômica Federal, forte parceira. A Facilidade encontrada pela população na obtenção de crédito para o setor imobiliário tem sido o motor que a impulsiona.

Depois construir vários edifícios no Jundiaí e Setor JK, a Emisa anuncia para o início de agosto próximo, a realização de ambicioso plano. Vai edificar cinco prédios verticais, todos dentro de uma mesma área de terra, com vinte andares cada um, na Vila Jaiára. O terreno fica na parte mais alta da cidade, que pertencia à empresa Vicunha. Serão cinco torres com 300 apartamentos, na vista mais privilegiada de Anápolis. Melhor, são apartamentos populares, para o povão.

A Vila Jaiara é o principal bairro do município. Maior que mais de 200 municípios goianos. A Emisa provou que vale a pena trabalhar com honestidade. Cresce com segurança e respeito. Nestes 33 anos de existência, faz parte da Anápolis que tem dado certo!